Cadência românica sobre o Cerrado. Coralina vocação estelar. Arte durável forjada pela dor. Diabo velho enegrecendo a cidade. Poemas, pinturas, música e fotografias produzidas no espaço mitológico do guerrear divino entre Dona Deusa (Sílvia Goulart) e o Boi Arteiro (Marcus Minuzzi)
quinta-feira, 24 de maio de 2012
O ouro do coração do Brasil
Uma onda brasileira
E cabocla
Toma o céu de Goiás.
Há cavalos ensandecidos
De dentes fortes
E soldados a guerrear
Pela herança Anhanguera.
O diabo agora é novo.
Não engana mais.
Antes, roda.
Dança catira
E maracatu.
O sertanejo é seu
Ouro.
As lavadeiras do
Rio Vermelho são
Moças bonitas
Bem letradas,
Ávidas por seus
Príncipes,
Cavaleiros da
Vanguarda tropical.
A cadência de seus
Tambores faz romper
E fluir o ouro do
Coração do Brasil.
Poema e pintura: Sílvia Goulart
Fotos: Marcus Minuzzi
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